Eu só queria escrever algo que entrasse em seu ouvido e provocasse algo bom. Algo que teria um gosto bom, mesmo sendo palavras. Que te impressionasse de tal forma que na mesma hora você sairia correndo para vir me ver. Sabe aquele sentimento que te sufoca, te machuca, e te enche de prazer ao mesmo tempo? Então, esse é um pouco do que sinto agora e que se você sentisse, você seria a pessoa mais feliz do mundo, ao meu lado é claro. Porém não há nada que eu fale que te faça mudar. Nada que eu pense que será capaz de te trazer para o meu mundo, e nele apenas ser feliz. Me pergunto sempre por que tem que ser assim. A nossa vida poderia ser tão mais fácil. A minha vida, na verdade, poderia ser tão mais fácil. Por que no fundo, todo mundo pensa muito em si mesmo. Não que todos são egoístas, mas é a vida. Eu penso em mim bem menos do que muitos por aí. Bem, não sei se posso dar tanta certeza disso. Mas olhando por este lado, acho que todo mundo tem que ser colocar em primeiro lugar. É muito difícil quando se tem filhos, por exemplo, mas isso é outro caso. Todo mundo tem que se colocar no topo, porque cada um é o personagem principal de sua vida. Cada um faz o seu destino. E no amor não é diferente. Hoje vejo que todo amor pode existir, a gente querendo ou não ele sempre estará ali, mas nem todo amor vinga. O que vinga de verdade é aquele que mesmo com todos os tormentos do dia a dia, sobrevivi. Pode passar horas, dias, anos, mas ele permanece. É desse amor que eu falo. O amor dos verdadeiros amantes.É ele que eu posso te dar. Sempre dei, e acho que sempre darei. Não importa o que eu diga, não importa se tudo que escrevo está complicado, o que realmente importa no momento é tudo que sinto agora. Isso pode passar daqui a pouco, ou pode nunca mais passar, mas digo com toda certeza que não me arrependo de nada e que tudo, tudo foi do fundo da minha alma, com todo meu coração.
Ana Elisa Ferraz
quinta-feira, 8 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Preenchimento contínuo
Era um dia bom para locar uns filmes, ficar em casa e tomar capuccino bem quente com chantily. Ela fez tudo e na hora de colocar o filme no dvd, recebeu uma ligação que fez com que seus planos mudassem. Rapidamente pegou sua calça skinny preta, sua blusa branca básica, calçou seu tênis vermelho, colocou um óculos escuro, afinal, os olhos aindam refletiam a ressaca, pegou sua bolsa e saiu tão depressa que esqueceu de trancar o portão de sua casa. Foi para a rodoviária pegar o próximo ônibus. Uma, duas, tres horas e o ônibus parou. O engarrafamento chegava a quase dois quilômetros. Três horas de engarrafamento, e o ônibus começou andar. Um alívio para quem esperava a tanto tempo. Parecia que as horas não passavam de tanta ansiedade. O ônibus parou. Finalmente chegou no lugar desejado. Já era tarde. Ninguém estava lá esperando por ela. A tristeza falou mais alto. Pegou a condução para o centro e desceu em frente um bar. Um, duas, quatro doses de uísque para quem não estava acostumada não fez um bom efeito. Pagou a conta e ao sair para ir embora encontrou com ele. Olhares se cruzaram e palavras foram engolidas. Olhos brilharam e lábios se uniram. Um, dois, cinco beijos, agora já era hora de sair da lá. Não sabia para onde ir, mas logo ele ofereceu seu quarto para ela poder descansar. Sabia que a viagem havia sido longa. Enquanto esperavam a próxima condução, ele aproveitou para se explicar, ela, como já havia entendido tudo, contou como tinha passado seus últimos dias naquela cidade que já não engolia mais. Quando chegaram tinha muitas pessoas na casa dele, já que morava com os primos não podia reclamar. Uma, duas, tres, seis cervejas e ela pediu lincença para se retirar. Tomou uma ducha para ver se aliviava toda aquela culpa que estava pesando suas costas. Pensou bem e viu que não fazia nada de mais. Ele abriu a porta e pediu para acompanha-la. Ali passaram horas conversando, botando o papo em dia como sempre faziam. Após o banho, veio o amor. Amor que ela estava com saudades. Amor que a deixava sempre viva. Uma, duas, tres horas e o sono chegou. Com ele a sensação de tranquilidade, de segurança, de acolhimento, de compreensão. Aquilo bastava. Na verdade aquilo basta até hoje quando se recorda de tudo que viveu.
Ana Elisa Ferraz
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